O Obama deu o seu lugar e partiu. Mas porque nem sempre escolhemos partir, o mundo pode virar-se ao contrário, afundando-nos. Ou perder a areia dos desertos e das praias, soterrando-nos. Ou nada disto a acontecer. Tantas vezes não achamos certas, as mezinhas que nos devolvem a vitalidade. Depois de uma semana de tosse e medicamentos, a única coisa que me curou foi aquela aguardente sem rótulo misturada com mel. E agora sei ainda melhor para onde ir. O único caminho possível qualquer que seja a posição do planeta. Eu quero ir preencher os espaços vazios, os espaços vazios por onde o teu calor vem.
Mostrar mensagens com a etiqueta Sóley. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sóley. Mostrar todas as mensagens
sábado, 21 de janeiro de 2017
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
The Sun is Going Down II
Quase tempo de arranjar os sacos e partir. Mas como eu sempre digo, não é bom olhar o futuro à distância, porque eu agora estou aqui. E ainda falta meio-dia. Tempo de transferir os mp3 para a pendrive do carro. Tempo de não pensar em dias de chuva ou nevoeiro. Tempo de aproveitar os 1800 quilómetros da viagem com grandes reflexões positivas, fotografias instantâneas e muita esperança. A meio percurso, irei pernoitar em Espanha. Sonhar com os meus sonhos, desejos que vou absolutamente concretizar porque a seguir ao Inverno o Sol irá sempre descer.
domingo, 28 de dezembro de 2014
I'll Drown
An absolute balance. The simple perception of the achievement of dreams. The wellness of anything that stretches in the sun. Again, Iceland in my sight. Venerable mode after the stage in this cold and beautiful europe. Christmas and our phone calls consequences. Now we have to clean the lens. These are the laws of other blue worlds, not that I have much to do with the sea. Definitely, my beloved Earth interests me most . As there was some faith in burlesque. That attempt to justify a second skin. But in some more awake time, I would have looked in the mirror and saw my genius-tree. That erected me will cross you always as a kind of infinity. He takes my hand and whispers:/ I'll drown when I see you.
| Pt |
Um equilíbrio absoluto. A simples percepção da concretização dos sonhos. O bem-estar de alguma coisa a espreguiçar-se ao sol. Outra vez a Islândia na minha mira. Modo venerável depois do estágio nesta europa fria e lindíssima. As consequências do Natal e dos nossos telefonemas. Agora há que limpar as lentes. São as leis dos outros mundos azuis, não que eu tenha muito que ver com o mar. A minha Terra amada interessa-me definitivamente mais. Como houve alguma fé no burlesco. Naquela tentativa de justificar uma segunda pele. Mas, nalgum momento mais acordado, terei olhado no espelho o meu génio de árvore. Aquele eu eregido que te atravessará sempre como uma espécie de infinito. He takes my hand and whispers: /I'll drown when I see you.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Da Islândia com Amor
Foi a Björk que me levou à Islândia. Foi através dela que descobri
os Sigur Rós, depois as Amiina, os GusGus, os Múm, os Seabear, os projectos a solo do
Jónsi, da Sóley, da Emilíana Torrini, entre outros. Acompanho estes talentos há muitos anos e nunca me
desiludiram.
Gosto de revisitar a Emiliana numa das mais felizes faixas que conheço para traduzir e endereçar o “estar-se feliz”, o que ali acontece e convence entre borboletas,
sorrisos, dança, e muita alegria, contagiando e inspirando outros (assim):
Mais
exemplos do que não deve passar despercebido: a ousadia dos GusGus em Dominique que,
apesar de pertencer a um álbum de 1999, bem poderia ser uma versão mais
cristalina e adaptada aos tempos modernos do I am what I am da Gloria Gaynor. O
absolutamente emotivo Fjarskanistan das Amiina onde os xilofones ditam o compasso da vaga balada de fundo, também a
mesma banda em Over and Again numa
espécie de brincadeira de meninas onde as vozes se misturam num cenário igualmente
etéreo. Ou ainda no mesmo registo, os Múm com o mítico Green Grass of Tunnel:
que
descobri na banda sonora do "Screaming Masterpiece", um
documentário de 2005 sobre a música popular islandesa, a par da faixa mais
arriscada em termos de movimento We have a Map of the Piano que também merece uma nota, transportando-nos para uma
janela de comboio onde as paisagens se sucedem e, simultanemante, embalam
fazendo-nos fechar os olhos e imaginar. Mais recentemente, os Of Monsters and Men vieram provar que a terra contínua fértil e capaz de produzir do
gelo bandas de inquestionável qualidade.
A música já de si um fenómeno potencialmente
enebriante tem pela área da Islândia uma dimensão paralela ainda mais elevada, quase mística. Outro exemplo são certamente as composições impressionistas de Jóhann Jóhannsson. É
invariável a aproximação filosófica no entoar dos ritmos islandeses. Na
maioria destes projectos pode reconhecer-se
com frequência o recurso a um grande número de instrumentos. Existe a
combinação da orquestra clássica com a música electrónica e o resultado é uma esplendorosa
surpresa minimalista traduzida através de tecido musical.
São bandas delicadas mas, coloco na linha da frente os
Sigur Rós porque inventaram inclusivé um dialecto próprio "Volenska" para
exprimir a linguagem dos sentimentos no álbum “()”. A dificuldade é escolher
uma só faixa destes senhores porque trago-as todas na algibeira das minhas
preferências. A fechar, fica o belíssimo Tornado do Jónsi porque representa explosão, crescimento e revolução
humana como só o Amor pode. Se tudo isto não é suficiente para colocar Reykjavík na lista
das capitais a não perder, pode também levar-se a ideia de encontrar algumas
das mais belas paisagens do planeta. E eu hei-de lá ir um dia pôr as mãos naquela terra fria para desenterrar varinhas de condão.
Etiquetas:
Amiina,
Björk,
Emilíana Torrini,
Gloria Gaynor,
GusGus,
Jóhann Jóhannsson,
Jónsi,
Múm,
Of Monsters and Men,
Seabear,
Sigur Rós,
Sóley
Subscrever:
Mensagens (Atom)