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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Atoms for Peace (Four Tet Remix)

«Love hides in molecular structures» J.M.



No more going to the dark side
With your flying saucer eyes
No more falling down a wormhole
That I have to pull you out

Wriggling, twiggling worm inside
Devours from the inside out
No more talk about the old days
It's time for something great

I want you to get out
And make it work

So many lies
So many lies
So many lies
So many lies

So feel the love come off of them
And take me in your arms
Peel all of your layers off
I want to eat your artichoke heart

No more leaky holes in your brain
And no more false starts
I wanna get out
And make it work

So many lies
So many lies
So many lies
So many lies

So feel the love come off of them
And take me in your arms

I wanna get out
And make it work

I want you to get out
And make it work

I'll be ok

So many lies
So many lies
So many lies
So feel the love come off of them
And take me in your arms

sábado, 28 de dezembro de 2013

This Mess We're In

Quase catorze anos passados desde a edição desta faixa com o álbum Stories From the City, Stories From the Sea, Polly Jean e Thom Yorke, brincavam com helicópteros. E porque as cidades (e também o mar) contêm inúmeras histórias, esta é uma melancólica procura da perfeição. Ficaram os barquinhos alinhados na água e as árvores perpendicular e ligeiramente longe da costa, escrevendo-as. Enquanto isso, «The city sunset over me.» (E o que dizer entre aspas voltadas ao contrário, com tempos invertidos?, acrescentem-se os parênteses enquanto penso.) «You look me/ In the eye directly.» Olhas para mim, directamente nos olhos. Falas de outras cidades como porto de futuro. Olhas-me nos olhos e sinto que a minha vontade pesa. Tu dizes que pesa e eu sei que a confusão é nossa. Ainda ontem fomos ver a cidade em lego. Gostaste tanto da manchinha de espuma feita com pequenas peças transparentes. Mas as cidades não estão numa vitrina de passagem, estão cimentadas e empedernidas a distâncias por escolher. Quando eu era pequenina, o meu pai (muito muito alto) levava-me pela mão e eu era um peso oblíquo. Parecia que andava meio a voar. Não levitava como os «objectos» que a Natsumi Hayashi utiliza, porém, era um caminhar bizarro, só um dos pés assentava no passeio, o outro dançava numa espécie de ponta num jeito mal equilibrado. Depois eu cresci e tu também cresceste e o caminho agora faz-se (às vezes sobre o chão) a quatro pés, juntos.