Agosto. Sol. Praia. Adorados clichés que eu seguro. Como este videoclipe perfeito, sem jeito, em que só o que contém faz falta. E a temperatura alta. O escadote sueco. O poema dividido em dois, fugaz. Completo depois. As botas adormecidas atrás. O casaco pronto a aconchegá-la no final. Quando esta cama em que dormimos for morada em que acordamos, eu seguro. E era muralha, afinal.
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terça-feira, 4 de agosto de 2020
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Visões Ficções
Ouço Dead Combo
as guitarras tocam
e há uma voz,
embalando,
para começar
em jeito de lullaby,
a abraçar a gente.
E eu
deixada em terra firme
com o mar em frente
vejo a passagem dos corpos
náufragos.
E ao
escrever este texto-poema
percebo que
todos os meus textos são poemas
e não há parágrafos
nos meus textos-canção.
Ouço esta música
como uma nova condição,
não escrevo,
sinto,
porque as pinturas na água
são como corridas de corpos loucos
como ficção de cinema.
Da janela de casa
vai o ruído do mundo a passar,
e, na interpretação,
há sempre uma pena de ave
a cair na minha mão.
E ao
escrever este texto-poema
percebo que
todos os meus textos são poemas
e não há senão a verdade
nos meus textos-canção.
as guitarras tocam
e há uma voz,
embalando,
para começar
em jeito de lullaby,
a abraçar a gente.
E eu
deixada em terra firme
com o mar em frente
vejo a passagem dos corpos
náufragos.
E ao
escrever este texto-poema
percebo que
todos os meus textos são poemas
e não há parágrafos
nos meus textos-canção.
Ouço esta música
como uma nova condição,
não escrevo,
sinto,
porque as pinturas na água
são como corridas de corpos loucos
como ficção de cinema.
Da janela de casa
vai o ruído do mundo a passar,
e, na interpretação,
há sempre uma pena de ave
a cair na minha mão.
E ao
escrever este texto-poema
percebo que
todos os meus textos são poemas
e não há senão a verdade
nos meus textos-canção.
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