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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Ocean Bloom


Open your mouth wide   |   Abre bem a tua boca

           A universal sigh   |   Um suspiro universal

  And while the ocean blooms   |   E enquanto o oceano brilha
     It's what keeps me alive   |   É o que me mantém viva
        So why does this still hurt?   |   Então, porquê que ainda dói?
            Don't blow your mind with why   |   Não te esgotes a pensar no porquê

      I'm moving out of orbit   |   Movo-me fora de órbita 
             (Turning in somersaults)   |   (Virando-me em cambalhotas)
             Turning in somersaults   |   Virando-me em cambalhotas
                            (A giant turtle's eyes)   |   (Os olhos de uma tartaruga gigante)
                            A giant turtle's eyes   |   Os olhos de uma tartaruga gigante
   And jellyfish float by)   |   (E a medusa flutua)
  And jellyfish float by   |   E a medusa flutua

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Time



Tempo. Tenho passado. Tenho-o passado. E vou. Com ele. Com tempo. Contigo. A vida é um tríptico acerca disto. Em três dimensões. E a tela que está a meio é: agora. À esquerda, o passado. O passado a morrer de todas as vezes que esquecemos. E morre também sempre que nos lembramos que o tempo passou. À direita, podia estar em branco. Ou a preto, a cor de antes de nascer, para pintarmos por cima o que houvesse. Os outros ficariam maravilhados, se soubessem. Mas era uma vela de vento, à direita. De tempo, levando-nos. E, com tempo bom, trazendo-nos de volta aqui. Agora. Ao centro de tudo, de nada, do tempo contigo, sem tempo nenhum. 

Por vezes, o poeta é também pintor.
W. Szymborska 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Time

E, assim, se chega ao final do mês. Os dias têm sido um pouquinho de rotina. Pensamos se não seria hora de seguir para outro lugar. Há o colapso do tempo. Um efeito que paira sobre nós. Ao pensarmos que aquelas caras, as mesmas caras, se repetem naturalmente no avançar dos dias. Não existe qualquer problema com elas, ou fossem outras e tudo igual, mas os cenários são cada vez mais passados. A liberdade conduz à sabedoria, bem sinto. Mas tenho este papel de me ver tolerante para acalmar o desejo que nos impele a seguir. A aventura e o medo caminham de braço dado mas provavelmente tudo isto é um jogo para arrumar na prateleira e arranjar um novo para sonhar.