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sábado, 4 de fevereiro de 2017

You & Me

A música electrónica tem este poder. Uma mesa de mistura pode conter múltiplos instrumentos e vozes e ecos de vozes. É isto que eu penso da tecnologia e da evolução. O tempo ajuda a criar música. O tempo ajuda a recuperar o amor. Os corpos podem conter múltiplas pessoas. Dependendo dos nossos humores, das suas misturas, empatias. E os ecos são as bocas, buscando-se, abocanhando-se. Saciando-se uma na outra. O corpo da gente é tão perfeito que temos as mãos para nos tocarmos na nuca, nos ombros. As mãos para as costas, aproximando-nos. As pálpebras dos olhos para nos sentirmos melhor invadindo o outro. E sermos por dentro só um. Tu e eu.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Drop The Game

I write. That there was a fire inside my head. And I run within my own movement. Catch the flames in the most innocent fury of the writing muscle. And within that writing you would find a mirror. You are several men. An air that passed me by. And within that air, you would dance. Our life was a spatial joy: one or two streets from another planet. I write so you can read and then I erase from the deep flameless of my head, so the game can over.


| Pt |

Eu escrevo. Que havia um fogo na minha cabeça. E corro dentro do meu próprio movimento. Apanho as labaredas na fúria mais inocente do músculo da escrita. E dentro dessa escrita encontras um espelho. Tu és vários homens. Um ar que passou por mim. E dentro desse ar, tu dançavas. A nossa vida era uma alegria espacial: uma ou duas ruas de um outro planeta. Escrevo para leres e a seguir apagar do fundo sem chama da minha cabeça, para que termine o jogo.