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sábado, 19 de setembro de 2020

Voyager

 

Sentido de uma babilónia eletrónica. Seguramos o poema com a respiração atenta e o embalo. Substância verde cheia de luz.

Um punhado de plantas (com e sem flores) de destinos nativos que não colhemos, que não trazemos. Uma pequena história. Um conto breve. 

Ruínas de instrumentos sem idade. Ruídos com tribos inteiras por dentro. Rituais de batucar enquanto um ancião fala.

Malfadado génio musical. Memórias que mais parecem infâncias com boca. Misturas. Música nascida de uma só mãe. Mãos e um corpo dançante.

Abandonado-se dignamente de asas abertas dentro do som. Atrás desse caminho, irei.


domingo, 1 de outubro de 2017

Wanna Be Basquiat

Esta artista portuguesa faz-me lembrar o David Santos dos Noiserv por ser autónoma na elaboração do seu próprio som e vocals. Embora, ela seja um caso de multi-instrumentos mais digital, mais pós-rock, mais noise. Há pessoas que me levam a outras mas somos todos únicos apesar de haver seres verdadeiramente geniais. E dito isto, aqui Débora queria ser Basquiat. Outro talento incomum para as artes (que para ele foram várias) do grafite ao neo-expressionismo com uma passagem menos conhecida na música, porém uma parte crucial da sua pintura