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terça-feira, 7 de julho de 2020

Your Love


I woke and you were there
Beside me in the night
You touched me and calmed my fear
Turned darkness into light

I woke and saw you there
Beside me as before
My heart leapt to find you near
To feel you close once more
To feel your love once more

Your strength has made me strong
Though life tore us apart
And now when the night seems long
Your love shines in my heart
Your love shines in my heart

sexta-feira, 12 de abril de 2019

The Good, the Bad and the Ugly


O bom, o mau e o vilão todos na mesma pessoa. Ele. Escolhemos uma maneira de nos posicionarmos. Com ele, ou contra. Depois, assobiamos para o lado. Talvez fossem melhores as noites de anteontem. Quando estar preso tinha outras serventias. O exílio moribundo. E aberta a caixa de Pandora, não fazemos nada além de olhar e comentar. Escribas vivos mais mortos do que os mortos. Ou procuramos alguém que nos renda. Em informática, renderização é também colar, para ficar em pandã comigo. E seria uma espécie de tradução para outra linguagem, ou, simplesmente, o que esta orquestra fez.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Miserere

Such a beautiful girl with such a beautiful voice. And the genius Ennio Morricone. Here's the result of such a combination. Miserere. But I've discover this with Perfecto Fluoro's work, that came to me as a gift. Today, a lot of good things happened: I was face to face with the letters LOVE on the street. Robert Indiana's replica. Who would say?... Here in Kuwait, four months after Indiana passed away at the age of 89. But I'm smilling with all my little daily achievements. "Most folks are as happy as they make up their minds to be".

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Clint Eastwood

Mais uma canção para me redimir dos mesmos de ontem. E uma fotografia do (meu) arquivo para adocicar o post e optimizar recursos: uma corda, primatas numa pose de equilíbrio, e o céu todo contente embaciado por uma nuvem. Que momento mais do que perfeito, algures muito perto do rebuliço da cidade. Só falta tocar uma canção e levá-la ao colo até aos desertos com silêncio que pasmam areia longe do mar, levar essa canção a esses, ignorantes do barulho bom que as ondas fazem à chegada. E falta colocá-la no carrinho e carregá-la para fora de mão, no lugar das planícies vivas onde o vento recalca as rezas dos pastos de cor verde. E falta ainda subir às palmeiras, rachar os cocos porque todas as partes do mundo merecem ouvir.
  
Xis, Lisboa
(c/ Panasonic DMC-G5)
Não sei por que os Gorillaz intitularam esta faixa assim. Mas é um cativante hino ao futuro e à boa disposição, nessa lógica inevitável ditada pelo ritmo da música dos cowboys. A intenção da fotografia e a intenção da canção são uma e a mesma. A inter-relação de tudo isto (ao lembrar-me de Clint) é arrebitar a atenção e a memória para o sample da banda sonora de Ennio Morricone em The Good, The Bad and The Ugly. É certo que voltarei a isto, e ao faroeste, mas por agora, o single de estréia editado pelo grupo em 2001:

terça-feira, 18 de junho de 2013

B a l m o r h e a

Não é muito provável uma pequena cidade do Texas intitular uma banda de rock, não fossem os seus membros originários da vizinha Austin, à distância de seis horas de território americano. A banda foi formada em 2006 por Rob Lowe e Michael Muller e no final de 2012 contabilizavam 5 álbuns originais e mais 4 elementos. Detentores de influências várias, sobretudo reminescências da folk a par do magistral estilo clássico, revelam-se na calha de nomes tão díspares como Max Richter, John Cage, Morrisey, Yann Tiersen, Arvo Pärt, Ludovico Enaudi, Beethoven, entre muitos outros.

via Magnet Magazine

A captação de sons e tentativa de controlo sobre estes é uma investida poética no campo da improvisação estruturada. Intimistas, estes norte-americanos, primam pelo recurso a uma mescla de instrumentos de cordas, desde o banjo ao violoncelo aliando a percussão apenas para garantir a compleição ritmada das construções tocadas. Por vezes, a voz eleva-se à laia de um adicional instrumento novo sem intenções de distração mas como complemento da própria linguagem de colcheias desprovida de narrativa. Existe uma harmonia de partitura,  óptimista e de rara beleza. 

Em 2007 editam o primeiro álbum com o mesmo nome donde se extrai este A Circumnavigation no qual se respira ar de montanha na harmonia das flutuações musicais, com um horizonte de chuva que não abandona o cenário bucólico característico. Uma comunhão onírica onde a natureza para coexistir sem necessidades supérfulas para lá do experimental. Outros elementos podem aguçar as baladas: há bichos notívagos, ou uma máquina de escrever frenética como em In the Romans e, em Baleen Morning, abrimos a janela a um novo dia e desejamos não esgotar os 3 minutos e meio de sol que se sente num magnífico crescendo a consumir-se apenas na última nota. No ano seguinte, lançam "River Arms" mais pontilhado de violinos e teclados onde as baladas surgem mais intempestivas como em The Winter. Existe mais movimento e pode reconhecer-se a passagem de comboios em lugar da natureza, como em Greyish Tapering Ash.

Em 2009, a confiança aumenta e surpreendem com "All Is Wild, All Is Silent" podendo mesmo apanhar desprevenidos aqueles que os julgaram arrumados em prateleiras sujas de pó, pois irrompem com uma efervescência revigorante, distanciando-se do som pastorício originário. Em Harm and Boon reconhece-se que o dueto se expandira o que é notório nas novas proporções experienciadas atingido-se ritmos não antes ousados. Em Remembrance, voltam a revisitar as mesmas paisagens texanas que inspiraram Ry Cooder e Ennio Morricone mas quebram a linha original com o culminar numa frequência mais austera e vibrante em coerência com o sangue novo do álbum.


Em geral, existem mais guitarras a conferir textura e, paradoxalmente, a natureza antevê-se através de chants tribais que, nas mesmas montanhas, fazem redescobrir os Sacred Spirit da década de 90 ainda que em muito baixo tempero. Em November 1, 1832 dá-se um momento magnífico do álbum onde o convidado Jesy Fortino interpreta com concisos vocais a magia intraduzível da faixa.

Se dúvidas havia, em 2010 regressam com "Constellations" para comprovar a sua maturidade no género alternativo e pós-rock. O resultado é brilhante em Bowsprit conservando-se as amplitudes de frequência do albúm anterior mas já sem efeitos surpresa, apesar da heterogenia sonora. E, até um dado momento, são inevitáveis as comparações aos Sigur Rós em Palestrina, mas a autenticidade da banda assume-se fazendo repensar as semelhanças e desviando a pseudo-ligação. Em Night Squall podemos deixar-nos embalar na certeza do regresso. O piano apresenta-se mais apetecível e é recorrente em todo o álbum mas especialmente em The Order of the Night e em Winter Circle onde, apesar da atmosfera melancólica, um coro de vozes soa pouco menos que perfeito. Num disco tão capaz não faltou também um apontamento jazístico (On The Weight of Night) para enaltecer ainda mais o ambiente geral. Em suma: um trabalho difícil de deixar de ouvir. A promessa de 2006 reaparece em 2012 com o álbum "Stranger". Ainda estou a experimentá-lo. Soa mais electrónico mas não se perde da trilha indie/instrumental. Sigo e deixo-vos Pyrakantha para absorção lenta. Há digestões que merecem o seu tempo.