Experimentei as maçãs vermelhas da minha vida. Não sei o que continham. Eram doces. Havia uma textura forte a algo demasiado açucarado para ser natural. Talvez se perdesse com o passar dos dias. A frescura. Talvez se perdesse. De qualquer maneira, a noite passada sonhei com uma fenda no teto e fui consultar o significado. Dizia que era um sentido de rompimento. E assim foi a maçã no paraíso, dizem. "Dreams are necessary to life".
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quinta-feira, 14 de março de 2019
sábado, 13 de outubro de 2018
In Your Face
A song to America. Nice present to 2018. If it was me, I would write to different continents. Others, more of my color. As in my room, nature settled in with just some KWD. My green plastic bush, I still haven't forgotten how he said "green plastic hedge" but that was going to be well there at home, and I remembered a song but I didn't say it, nor is it the song for tonight. Cat Power has released a new album that goes in time for Christmas. When we are happy, we look beautiful. We became poems. As you are poem, and you can look. In your mirror, in your face.
Uma canção para a América. Belo presente para 2018. Já eu, escreveria para outros continentes. Outros, mais da minha cor. Como no meu quarto, a natureza se instalou com alguns KWD. O meu arbusto de plástico verde, ainda não me esqueci como ele disse «green plastic hedge» mas que ia ficar bem cá em casa e lembrei-me de uma música, mas não disse, e nem é a canção para esta noite. A Cat Power lançou um novo álbum que vai a tempo do Natal. Quando estamos felizes, ficamos bonitos. Ficamos poema. Como tu és poema, e podes ver. In your mirror, in your face.
sábado, 13 de dezembro de 2014
Where Is My Love
Hello, United Kingdom. Is this fate? I love to be a lyrical person without considering myself romantic. And a lyrical person is like a lyrical song or a lyrical piece. So I'm a sort of dramatic fool in a simplist format. I'm very good at adapting to my circumstances. So many questions without punctuation, which are just like statements. Too much is not enough. But everything has an explanation. There is also lyrical poetry, if we follow with a flute or a lyre. Only here you will hear the piano and the music is so wonderful that I am missing everything. Then there are the same so many things that go extinct if we want. And in the next day, many other abound as well. Where is my love / Where is my love / Horses galloping / Bring him to me. Life always gives me a lot when it takes from me.
| Pt |
Olá, Reino Unido. É isto o destino? Gosto tanto de ser uma pessoa lírica sem me considerar romântica. E uma pessoa lírica é como uma música lírica ou uma peça lírica. Portanto, eu sou uma espécie de tonta dramática em formato simplista. Adapto-me muito bem às minhas circunstâncias. Tantas perguntas sem pontuação, que são como afirmações. Não me contento com muito. Mas tudo tem explicação. Também existe poesia lírica, se acompanharmos com uma flauta ou uma lira. Apenas que aqui ouve-se o piano e a música é tão maravilhosa que fico com saudades de tudo. Depois, há na mesma tantas coisas que se extinguem se quisermos. No dia seguinte, sobejam tantas outras também. Onde está o meu amor/ Onde está o meu amor/ Cavalos galopando/ Tragam-no para mim. A vida dá-me sempre muito quando me tira.
sábado, 17 de maio de 2014
domingo, 6 de outubro de 2013
D a u g h t e r
Raízes: 2010, Londres. Folhagens: 2013, Mundo.
Elena Tonra trabalhava a solo, ou antes, criava a sua música. Filha de mãe italiana e pai irlandês, aos treze anos recebeu um álbum de Jeff Buckley oferecido pelo pai, sentindo esse o momento em que percebeu o que era a música. Desde cedo dedicada à escrita de poemas por se sentir solitária e inadaptada, mais tarde, é por meio da guitarra do irmão mais velho que decide transformá-las em canções, de cariz melancólico, iniciando o seu caminho como cantautora. Faltavam Igor e Remi, mas a banda acabou por se cruzar no Institute of Contemporary Music Performance e o trio conta agora com três anos de percurso. Quando conheceu Igor Haefeli na escola de música, e este se dispôs a tocar guitarra com ela nas actuações ao vivo, percebeu que os estilos se conjugavam e decidiu expandir a sua música. Nessa altura, o que começou por ser uma favor de um colega, rapidamente se tornou numa banda, mais tarde com a entrada do baterista Remi Aguilella. Por ter tido uma boa infância e, apesar da feminilidade intrínseca ao nome, devido a essa reminiscência, surgiu-lhe o nome Daughter, nome que é tido como confortável para os três elementos e já distante do projecto de Elena a solo.
Elena Tonra trabalhava a solo, ou antes, criava a sua música. Filha de mãe italiana e pai irlandês, aos treze anos recebeu um álbum de Jeff Buckley oferecido pelo pai, sentindo esse o momento em que percebeu o que era a música. Desde cedo dedicada à escrita de poemas por se sentir solitária e inadaptada, mais tarde, é por meio da guitarra do irmão mais velho que decide transformá-las em canções, de cariz melancólico, iniciando o seu caminho como cantautora. Faltavam Igor e Remi, mas a banda acabou por se cruzar no Institute of Contemporary Music Performance e o trio conta agora com três anos de percurso. Quando conheceu Igor Haefeli na escola de música, e este se dispôs a tocar guitarra com ela nas actuações ao vivo, percebeu que os estilos se conjugavam e decidiu expandir a sua música. Nessa altura, o que começou por ser uma favor de um colega, rapidamente se tornou numa banda, mais tarde com a entrada do baterista Remi Aguilella. Por ter tido uma boa infância e, apesar da feminilidade intrínseca ao nome, devido a essa reminiscência, surgiu-lhe o nome Daughter, nome que é tido como confortável para os três elementos e já distante do projecto de Elena a solo.
Depois de dois EP (His Young Heart e The Wild Youth) lançados em 2011, sendo Home retirado do segundo [mais electrónico e atmosférico que o anterior] percebe-se que a linha mestra que conduz o grupo se mantém, e esta coerência deriva sobretudo - à semelhança do que acontece com inúmeras outras bandas como Coldplay, Bon Iver, The XX, Cat Power -, do peso que a voz da vocalista imprime na balança trimétrica da banda.
Genericamente, as letras são autobiográficas. Relacionam-se com pensamentos e disposições pessoais. Elena desafia as emoções através da escrita. Serve-se da própria tristeza interior, e é esse seu lado escuro que considera a fonte verdadeiramente inspiradora que transforma em música. O tema Smother representa esse estado de espírito que denota culpa, talvez seja uma vontade de voltar atrás e fazer de modo diferente, ou, no limite não chegar a nascer: «I sometimes wish I'd stayed inside / my mother / never to come out».
Neste contexto, a canção Amsterdam é a excepção do álbum. O tema é uma espécie de comentário em relação ao comportamento humano. Foi escrita em Janeiro de 2012 numa viagem da banda a essa cidade. Trata-se da observação externa relativamente aos escapes mundanos: os vícios; as fugas; e todas essas maneiras de de alienação a que também se chama vida: «Good night with killing / Our brain cells / Is this called living / Or something else».
Mas nem só de originais se ocupa esta banda, já reinterpretaram alguns temas de Bon Iver, Hot Chip, e também os Daft Punk tiveram a mesma sorte em Get Lucky. Através das entrevistas, ocasiões essas de maior improviso, percebemos que, embora a manifesta fragilidade e a natureza das emoções envolvidas na música da banda, o lado negro não se exterioriza. À transparência do momento revelam o melhor da sua juventude e da sua alegria. São graciosos, afáveis, e, como se pode comprovar na seguinte introdução desta versão acústica de Medicine, parecem bastante realizados com o que têm andado a fazer. Esta banda está a conquistar o mundo: é uma «filha» com três braços e todos os dias surgem novos pais para a proteger.
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