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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Epic

In every ordinary life, The sun breaks the morning and lifts up the day/ Such a wonderful sight/ Watch and anticipate the beginning/ Of a usual day.


Overthinking, Lisboa 
(c/ Panasonic DMC-G5)
Everything in its mysterious ways. Music flows. A big amount of energy between us. I tore myself to discover my light, and the compass within me whenever you speak. Your words are my words dominating the airwaves. I'm floating. And in a manner of speaking, I can't tell about my blood in an incomprehensible rush. Believing that my heart is out of scale, full, because too much love in it. Maybe along with the power of the strings. I feel it denser in consistency. Somewhere underneath all currents of the sea. Am I overthinking? Always trying too much to express the epic poem which is life. Just a usual day. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

Black Tables

A pausa foi breve mas eu tinha que assinalar o vigésimo aniversário dos Sigur Rós. E não ficamos por aqui: 4 de Janeiro é uma data rica. No antanho também nascia Isaac Newton. Esquecendo a gravidade, devo dissertar sobre a Teoria das Cores, que dessa ideia nasceu o nome deste blogue. Newton há-de ter sido o primeiro humano criador de um arco-íris artificial. A sua experiência foi conseguida através de um prisma de vidro e de um raio de luz mas segundo publicou na Philosophical Transactions of the Royal Society of London: «a observação experimental do fenómeno inverso ao da dispersão das cores do espectro pelo prisma: a composição surpreendente e maravilhosa foi aquela da brancura. Não há nenhum tipo de raio que sozinho possa exibi-la. Ela é sempre composta... Frequentemente tenho observado que fazendo convergir todas as cores do prisma e sendo desse modo novamente misturadas como estavam na luz inteiramente e perfeitamente branca...». E depois desta homenagem, outra música, outras vidas. Não sei se o título lhe faz jus mas Black Tables fala de novas formas de ver. Ontem, no contexto de uma aula de Retrato, discutíamos a maneira como cada ser humano se evidencia na altura de um primeiro contacto. Por exemplo, através dos gestos ou da disposição para falar. Se uma pessoa preferir manter a sua privacidade falará menos de si; estará mais propensa a observar. Também sabemos que fugir com o olhar é, normalmente, sinónimo de não se querer dar a conhecer. Sou declaradamente fascinada por expressões faciais. Já outros contornos são mais difíceis de captar. Há muitos modos de representar que podemos fingir não reconhecer. O papel da psicologia é fundamental na troca de experiências, na criação de empatias e nas abordagens para conseguirmos chegar ao outro. De uma maneira ou de outra todos somos psicólogos à procura da melhor luz, mesmo no preto das mesas que absorve todos os raios e não reflecte nenhum. When the life in your eyes wants black/ Things return.