Se esperar ela assim não vem. Mas quando a vou buscar, posso estender-lhe a mão, como se a convidasse para dançar, coerente com o respeito que lhe devo. A Felicidade é anterior a tudo, é de onde vimos antes de nascer. Depois, apareces tu, contemporaneamente. Num destino sem destino. E sou feliz ao ponto de explodir com as minhas vitórias, com o coração a bater vivo vivo. Depois é preciso pensar em outra coisa perfeita para lutar por. E para depois, enfim, ter outro dia igual a hoje.
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sábado, 6 de julho de 2019
domingo, 2 de junho de 2019
The Journey
Tell me the truth about the colour inside your heart. I noticed there is a ship arriving tonight. I recognised it by the bright colour in the river, the colour of the light moving slowly. I am pretty sure I am alive though on shore knowing better than I used to know. The joy of a human wish as childish as it can be. And all the beauty that can live inside the eyes painting my soul within this jorney.
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Improvisations
Improvisações em concerto. Há um certo ruído de fundo. Mas é quase água cristalina provinda do céu com o vento de Março a não querer sumir até ao ano que vem. Às vezes, também não tenho vontade de ir para casa. Fico a conversar até tarde nas soleiras das portas. Gosto de te ouvir entre o ruído do trânsito com a luz dos faróis a esconder-te a cara. Ficas semi-invisível. Era a minha ingenuidade apesar da hora, sem sol, para improvisos. E o tempo a interromper os melhores textos da noite. Sempre com a delicadeza de quem fecha mas não bate as portas.
Aqui, mais improvisações de dois amigos que não se vêem há 2 meses. E, como podes ver, o tempo às vezes é um rio que não existe. Chegas, sentas-te e começas a tocar. Como se a vida fosse feita de momentos em que te trago a minha história e em que recebo a tua. Resumimo-nos ao que somos: água e palavras. Tão natural como acertar nas teclas do piano, sem trazer nada preparado. Podes gostar ou podes não sentir. É a condição da sorte que a esquina da rua oferece.
sábado, 25 de novembro de 2017
Tunglið
Tunglið é a palavra islandesa para dizer lua. Estava a escrever sobre viagens e comecei a ouvir esta canção. Antes, tinha aberto uma garrafa de cidra doce, daquelas que têm rolha de espumante. Fico com medo que me rebentem em cima, então, fecho os olhos e faço cara de quem vai cortar o pescoço de um galo. Antes, tinha estado a programar um concerto em Lisboa mas ainda não sei se vou. Tinha editado fotografias. Jantei vegetariano. Entretanto, caiu a noite, a cidra acabou, e esta música continua a tocar em loop.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Ljósið
I am so in the mood of music and dancing. Inventar letras preenchidas de orquestra onde, em vez de as ouvirmos, flutuamos consoante o som se levanta ou deita. Se levanta ou deita... Se ergue ou plana, como aquelas gaivotas com prenúncios de tempo para os lados do mar. O piano mantém o seu ritmo e as gaivotas olhando das alturas o que vai passando por baixo. Certas músicas como aves, também voam. Como sonhos. Como balões na sua alegria ascendente. Algo que me enche o coração. Uma coisa muito cheia de ar a subir. Como o amor. I am so in the mood of hapiness and letting it be.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Say My Name
Sobre interpretação. Pensar nos idiomas. O meu nome argentino, é universal. A tradução musical, no entanto, é uma por cada voz. Também a minha vontade de ouvir é uma para cada voz. E nisto o telefone a tocar para te ouvir. Aquela tua voz que diz o meu nome. De repente, tive uma vontade enorme de atravessar todas aquelas horas. Esta magia que nos liga. Independentemente de onde estamos como se o mundo a rodopiar num dedo da nossa mão. Eu e tu, uma coisa só.
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