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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Mer de Velours




E se hoje fossemos até à praia? Para ficarmos outra vez, algum tempo, perto do mar. Como no outro dia. Algum tempo. Não sei o que seria ficar por muito tempo ali. Isso é apenas matemática. E importam-me mais as pedras da areia que eram muitas, a água. Tantas moléculas a perder de uma vista que não as vê. E da toalha, o céu extenso e imensamente azul. Muito vagaroso, muito cheio de tempo. Na esplanada, que já reabriu, aposto que muitos pensamentos sobre nada, somente para passar o tempo. 

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Hyperballad


Tomar de empréstimo uma cançãoWe live on a mountain. Right at the top. There's a beautiful view. From the top of the mountain. Porque o amor se reinventa, e se serve de várias formas. Pela trama junta pelo tear, pela malha desfeita pelo fio de ouro. Há o vermelho do fogo, e o vermelho de sangue, e a cor amor que enlouquece. I go through all this. Before you wake up. So I can feel happier. To be safe up here with you. E, no fim, escapar.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Where is My Mind


With you feet on the air and your head on the ground. Saberás ainda que nos contaram a história ao contrário. Poucos são os que aprenderam o que o tempo em fuga diz. Sabemos que os figos estão maduros. Continuo na ideia de me sentar em frente às teclas pretas e brancas. Que desmedido amor por tudo o que não sei. Por ver o rio sem marcas dos barcos que passaram, e pelos demais caminhos. Como se fosse ousada a volúpia de predizer em poemas. E o êxtase de jurar o futuro, sem usar palavras.